Novas Fotos

•maio 10, 2010 • 2 Comentários

Mais fotos do anexo IV

Faculdade de Direito da USP tem de transferir livros

•maio 7, 2010 • 1 Comentário

Notícia publicada em – http://www.conjur.com.br/2010-mai-07/mpf-sp-usp-tire-livros-anexo-faculdade-direito

A juíza federal Fernanda Soraia Pacheco Costa, substituta da 23ª Vara Federal Cível de São Paulo, deu prazo de 72 horas para a Diretoria da Faculdade de Direito do Largo São Francisco concluir a transferência das caixas com os livros da faculdade, do prédio anexo para o histórico. O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal.

“A importância histórica e cultural do acervo das bibliotecas é fato notório, assim como pública é a ocorrência da transferência de parte do acervo para um prédio onde ocorreu um vazamento”, diz a juíza. Por considerar que durante meses os livros estão em caixas, que o prédio ainda não está apto a receber o acervo e que o acesso ao conhecimento foi dificultado ao público, ela determinou que os livros sejam retirados das caixas e colocados em estantes no prazo de 30 dias.

A Biblioteca Nacional será intimada para indicar profissionais que acompanhem o acondicionamento das obras e verifiquem eventual interesse da União no tombamento do acervo. O Corpo de Bombeiros terá que apresentar, no prazo de 15 dias, laudo com nova vistoria no local para as constatações requeridas pelo Ministério Público Federal.

O pedido
O Ministério Público Federal em São Paulo argumentou que falta armazenamento adequado e estrutura física, no anexo IV da Faculdade de Direito da USP, para disponibilização dos livros ao público. Os livros foram transferidos para o anexo no final do mês de janeiro deste ano.

Além do retorno dos livros ao prédio histórico, a procuradora da República Ana Cristina Bandeira Lins, responsável pelo caso, pediu a determinação da Justiça Federal para que todas as caixas sejam abertas e todos os livros armazenados em estantes, possibilitando novamente o acesso do público e da comunidade acadêmica às obras, em até 15 dias.

Para o MPF, não há dúvida de que a mudança de parte do acervo da Biblioteca da Faculdade de Direito da USP para o anexo IV se deu de forma “açodada”.Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF e do Núcleo de Comunicação Social da Justiça Federal.

Ação Cautelar 0010233-21.2010.4.03.6100

MPF entra com ação para remoção de livros da São Francisco

•maio 7, 2010 • Deixe um comentário

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) deu entrada na noite desta quinta-feira, 6, com pedido liminar requisitando a imediata transferência de todos as caixas com livros da biblioteca da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo para o prédio histórico da unidade. Desde o começo do ano, parte do acervo da biblioteca permanece em caixas em um prédio anexo à faculdade, na Rua Senador Feijó.

O pedido do MPF, distribuído à 23ª Vara Federal Cível da Capital, solicita a transferência no prazo máximo de 72 horas, além da abertura de todas as caixas e acondicionamento dos livros em estantes em 15 dias. Como as obras teriam sido atingidas por vazamento ocorrido no prédio nesta semana, a procuradora Ana Cristina Bandeira Lins, que assina a ação, exige laudo e vistoria do Corpo de Bombeiros que ateste as condições estruturais do edifício para o funcionamento da biblioteca. O MPF pede ainda a imposição de multa no valor de R$ 50 mil por dia de violação.

Conforme o Estadão.edu adiantou, a decisão de transferir os livros já havia sido tomada em reunião na noite de quarta-feira, 5, em reunião entre a direção e um conselho formado para resolver problemas relacionados ao acervo. A transferência está marcada para este sábado, 8.

Segundo funcionários da biblioteca, que preferiram não se identificar por temer represálias da universidade, o vazamento começou no encanamento do 5º andar do prédio – localizado à Rua Senadro Feijó – por volta das 21h40 da segunda-feira, 3. O vazamento foi adiantado pelo Estado, e citado na ação.

A direção da biblioteca nega os danos, mas confirmou a mudança. “Na verdade, o material virá temporariamente para o prédio histórico para ficar na antiga (biblioteca) circulante”, afirmou a nova diretora da biblioteca, Andréia Wojcicki. “Nenhum livro foi prejudicado pelo vazamento. A remoção acontecerá para organizarmos as estantes.”

Mudanças do local da biblioteca já provocam atritos entre alunos e diretoria desde fevereiro, quando a mudança para o prédio da Rua Senador Feijó foi decidida pelo então diretor da unidade, João Grandino Rodas – atual reitor da USP. segundo Rodas, a reforma e transferência teriam sido necessárias para liberar espaço para novas salas de aula no prédio histórico.

Desde a época, a maior parte dos livros ainda está encaixotada e alunos reclamam que têm tido problemas quando precisam consultar alguma bibliografia. Uma funcionária da faculdade contou à reportagem que o local onde a biblioteca funciona está “abandonado”. “As paredes estão porosas, os fios expostos, chão quebrado, sem janela. Tem até bichos mortos no local”, disse ela, que preferiu manter o anonimato.

Foram os estudantes que procuraram o MPF. Ano passado, a procuradoria havia instaurado um inquérito civil para apurar a reforma. O prédio histórico, inclusive a biblioteca, são tombados pelo patrimônio municipal e estadual. Em março, a procuradora recomendou à direção da faculdade que tirasse das caixas os livros em 30 dias, o que não ocorreu.

Fotos tiradas após o vazamento de água do dia 30/04

•maio 4, 2010 • Deixe um comentário

Na última sexta-feira, dia 30/04, houve uma limpeza no sistema hidráulico do novo prédio da biblioteca da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDUSP).
O que era pra ser simples ocasionou em um vazamento que colocou em risco os livros. Vale ressaltar a presença de uma série de fios elétricos não encapados, uma prova clara de descaso com o patrimônio público.
O abastecimento de água do prédio foi cortado. Os funcionários, dessa forma, trabalham em condições precárias, sem acesso à água e banheiros.

Seguem as fotos tiradas no dia 04/05:

Novas fotos do estado do prédio novo

•abril 6, 2010 • 4 Comentários

Fotos tiradas nos últimos dias dos andares nos quais serão alocadas as bibliotecas departamentais da São Francisco.

Biblioteca no Twitter

•abril 5, 2010 • Deixe um comentário

Para quem quiser acompanhar o processo de montagem das bibliotecas,

www.twitter.com/bibliotecafdusp

Bibliotecas no Migalhas

•abril 1, 2010 • 3 Comentários

O site http://www.migalhas.com.br publicou, no dia 29 de março, o seguinte texto:

“Biblioteca das Arcadas
Há uma briga sem tamanho nas Arcadas. Alguns bibliotecários, funcionários e alunos estão insuflando um movimento para questionar a mudança das bibliotecas departamentais da Faculdade de Direito. Os acervos foram transportados para um prédio ao lado, na rua Senador Feijó, e os revoltosos dizem que os livros estão em péssimas condições, encaixotados, empilhados. O MPF, utilizando-se do mecanismo aqui já repudiado, da “recomendação”, recomendou (como se fosse um “grande pai”) que a Faculdade organizasse rapidamente o acervo. Ora, é óbvio que a Faculdade tem interesse em arrumar o acervo com rapidez. Mas isso não se faz de supetão. Ao que se sabe, a desocupação, às pressas, dos cômodos onde estavam as bibliotecas se deu porque a Faculdade precisava ocupar o prédio que lhe foi doado, cumprindo o que lhe foi imposto pelo ato expropriatório. Toda mudança, como é bem de ver, gera um stress natural. E é compreensível que acadêmicos e funcionários queiram ver tudo prontinho. O que não dá é para ficar assistindo ao MPF se imiscuir num assunto desses, como se o Brasil se resumisse ao Largo de S. Francisco. E mais, substituindo-se ao MP/SP, uma vez que, s.m.j., isso seria competência do parquet estadual, pois tudo é patrimônio de uma universidade estadual.
Ainda no Largo S. Francisco
Voltando ao mundo do Largo de S. Francisco, seria interessante ao parquet Federal aparecer lá depois da meia-noite, para ver como é a situação dos moradores de rua, que dormem esparramados pelos cantos. É uma das cenas mais chocantes que se pode ver. Centenas e centenas de pessoas se espremendo pelos chãos, embaixo das poucas marquises, “amontoados” como os livros, mas em situação bem pior.”

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Em resposta às afirmações veiculadas pelo site, três alunos da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo se manifestaram a respeito, e suas respostas foram publicadas na seção “migalhas do leitor” :

“Como estudante da faculdade de direito do Largo de São Francisco, gostaria de colocar meu ponto de vista em relação à deprimente situação em que se encontram os livros da faculdade (Migalhas 2.355 – 29/3/10 – “Biblioteca das Arcadas”). Antes de tudo, é muito importante lembrar que os materiais que estão no prédio da rua Senador Feijó são valiosíssimos para a cultura jurídica nacional. Com isso fica evidente que este é um assunto que não se resume ao Largo de São Francisco e que, portanto, merece sim a intervenção do Ministério Público Federal. Nada justifica a demora com que a questão está sendo tratada e enquanto os livros se deterioram os alunos estão sem o material necessário para efetuar as suas pesquisas. Os mendigos do Largo de São Francisco estão realmente em situação lastimável, mas não consigo entender que relação existe entre eles e os livros da faculdade. Só consigo enxergar que no referido ambiente acadêmico, aqueles que negligenciam a situação da biblioteca são os mesmos que ignoram por completo a situação de miséria em que essas pessoas se encontram. Obrigada,”
Rafaella Mendonça Brito – aluna da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco

“Olá! Sou aluno da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e membro do Fórum da Esquerda. Li o Migalhas e gostaria de esclarecer alguns pontos fundamentais do movimento que questiona a mudança das bibliotecas departamentais da Faculdade de Direito Migalhas 2.355 – 29/3/10 – “Biblioteca das Arcadas”). O movimento ‘Cadê a Biblioteca?’ tem como objetivo mostrar as inconformidades do processo atropelado de mudança das bibliotecas departamentais e circulante, esta já em operação. Leva-se em conta que as obras, hoje encaixotadas, servem como base de um dos tripés da Universidade, a pesquisa. Por terem importância incontestável, o tratamento dado a esse processo deveria ter sido dialogado com as instâncias responsáveis pela Faculdade, em especial com os bibliotecários que possuem conhecimento técnico para guiar a mudança. Entretanto, esse diálogo não existiu, demonstrando total desrespeito ao trabalho exercido pelos funcionários. O processo teve início com a emissão da portaria pelo então Diretor João Grandino Rodas em seu último dia de gestão. A mudança ocorreu durante o fim-de-semana prolongado do aniversário da cidade de São Paulo. No dia 26 de janeiro, funcionários chegaram ao Prédio Histórico vendo todos os livros encaixotados, muitos ainda a serem levados e deixados no Pátio das Arcadas. A mudança, sim, foi feita às pressas, em dias de chuva, por empresa contratada, a qual não demonstrou o devido cuidado com o valor do material transportado. Ao serem colocadas no prédio situado na Rua Senador Feijó, as caixas foram arremessadas e empilhadas em salas do novo prédio, lesionando os livros. Isso levantou questionamentos acerca dos alunos em Reunião Aberta com o atual Diretor da Faculdade de Direito Antônio Magalhães Gomes Filho que alegou que, como o transporte foi feito por empresa contratada pelo Santander Universidades, não tem informações detalhadas de como foi a mudança. Os mesmos questionamentos foram levantados pelo MPF ao verificar a situação e recomendou o desempilhamento dos livros, demonstrando preocupação com o patrimônio da Faculdade que, por sinal, não se resume aos alunos do Largo de São Francisco, mas a todos, por ser patrimônio público. Assim, o movimento levantado na Faculdade tende a proteger esse patrimônio cultural. Atualmente, há o respaldo de centenas de alunos que assinaram abaixo-assinado pedindo transparência no processo através de investigação deste por comissão paritária formada por docentes, discentes e servidores; cronograma realista, independente do prazo final para o fim do processo; restauração de livros danificados pelo processo; e coerência com a situação dos funcionários envolvidos no processo não aumentando sua carga horária. Além da manifestação dos estudantes, professores da Casa manifestaram publicamente, através de cartas e textos, sua inconformidade com a situação. Sabe-se que o processo de mudança é lento e com problemas óbvios, mas não se pode confundir a pressa em acelerar o processo com os pedidos levantados na Faculdade pelo zelo ao patrimônio histórico das Bibliotecas Departamentais.
Atenciosamente,
Pedro Gabriel Lopes – aluno da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco

“Prezado sr. editor, com todo o respeito, e pelo debate, acredito ser parcialmente infeliz o comentário deste Diário no que toca à biblioteca das Arcadas (Migalhas 2.355 – 29/3/10 – “Biblioteca das Arcadas”). A ‘recomendação’ do MPF não tinha melhor hora para vir. Na inércia do parquet estadual, razoável a medida infelizmente criticada pelos Colegas. O problema não é a mudança em si, que realmente gera certo estresse. A questão está no tempo que a medida está tomando. Procurem ficar sentados algumas horas sobre um livro velho (ou histórico – o conceito de histórico não depende da opinião do Diretor, que presumidamente não entende nada disso), seja ele de 1800, seja de 1950 (ambos são velhos e históricos o suficiente), e verão que o estrago será perceptível. Pois bem, meus Amigos. O assunto foge aos umbigos nossos (dos estudantes do Largo). A biblioteca abriga diversas obras históricas (monografias atuais podem ter até mais valor do que obras antigas), e estas estão sob o peso tremendo de pilhas e pilhas de caixas literalmente jogadas nas ‘novas’ instalações (que, aparentemente, estão perto de desabar). Essa é a preocupação dos alunos, dos profissionais e, assim esperamos, de todos os interessados pelo patrimônio histórico que se encontra na maior biblioteca jurídica do Brasil. Ah! E quanto ao segundo comentário deste Informativo, com um conteúdo mais emotivo, que apela para a sempre delicada questão social: um problema não anula o outro. A situação dos moradores de rua não justifica que deixemos as lições dos mestres caírem em desgraça. Salvem os pobres e queimem a cultura? Não! Podemos fazer os dois, desde que tenhamos cultura e sabedoria suficientes. Mais cuidado, colegas.
Abraço,”
Guilherme Azevedo – aluno da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco